Vendas de aditivo selante animam lojistas da Glete

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Todo sistema frigorífico pressurizado é vulnerável a vazamentos de fluidos refrigerantes, que podem ocorrer em função de “falhas” em locais como conexões mecânicas, válvulas, tubos capilares, O-rings e gaxetas, entre outras partes.

Além dos danos ambientais causados pela sua liberação indevida na atmosfera, as fugas contínuas de gases provocam recorrentes chamados de manutenção. A falta de refrigerante também reduz a eficiência das instalações, o que eleva os custos energéticos e as emissões indiretas de dióxido carbono (CO2), e ainda pode causar a queima de compressores.

Por essa razão, os operadores desses sistemas devem tomar precauções para garantir sua integridade. As regulamentações existentes exigem que os refrigeristas realmente encontrem e selem os pontos de escape, proibindo recargas desnecessárias para mantê-los em operação.

A prática, infelizmente, ainda está bem distante da teoria. Atualmente, 70% dos hidroclorofluorcarbonos (HCFCs) e hidrofluorcarbonos (HFCs) importados pelo Brasil são destinados ao mercado de reposição. No segmento de refrigeração comercial, a taxa anual de vazamentos corresponde a 102% da carga instalada.

Vendas em ascensão

De acordo com o vice-presidente de meio ambiente da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava), Paulo Neulaender, algumas redes supermercadistas criaram, nos últimos dois anos, equipes de profissionais para caçar fugas em suas lojas. “Após essa medida, o volume de vazamentos chegou a cair 80% em certos estabelecimentos”, revela.

“Hoje, temos projetos pilotos de contenção de fugas desenvolvidos em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e encontros estão sendo promovidos para a troca de experiências, envolvendo todos os grandes players do varejo”, informa Alessandro Ibiapina, diretor de sustentabilidade da Associação Paulista de Supermercados (Apas).

“A realidade no mercado está mudando com muita velocidade e alto nível de exigência. Estamos entrando na era da máxima performance, e quem não implementar o conceito de boas práticas em tudo, não terá futuro próspero”, afirma o empresário Kiko Egydio, diretor de operações da importadora K11.

Desde que introduziu no País um aditivo selante 100% estável que previne e corrige microvazamentos em sistemas de refrigeração e ar condicionado, a empresa só viu as vendas do produto crescerem.

Procura pelo Tapa Fugas K11 é diária, diz Octávio Ferrari Júnior, da Disparcon

Na alameda Glete, tradicional reduto paulistano do comércio de refrigeração e ar condicionado, os lojistas confirmam a alta demanda por insumos tecnológicos para detectar e selar vazamentos de fluidos frigoríficos. Finalmente, prevenir e corrigir falhas em sistemas de frio parecem estar ganhando a merecida atenção.

“Há mais de dois anos, o Tapa Fugas K11 tem vendido bem em nossa loja”, relata o comerciante Alexandre Kawakami, da Mix Peças. Em sua avaliação, a certificação da Associação Americana de Engenheiros de Aquecimento, Refrigeração e Ar Condicionado (Ashrae) e a homologação do produto por parte de grandes fabricantes mundiais, como a Whirlpool, favorecem sua comercialização.

“Com essas aprovações, fica mais fácil para o refrigerista confiar nessa solução”, diz o lojista, lembrando que a explicação didática na embalagem sobre a aplicação do produto também ajuda a vendê-lo.

Outra loja que reporta vendas em ascensão do Tapa Fugas K11 é a Disparcon. Segundo o gerente de compras da empresa, Octávio Ferrari Júnior, a procura pelo composto químico no balcão do estabelecimento é diária.

“Desde que o adicionamos ao nosso portfólio de aproximadamente seis mil itens, nossos clientes gostaram muito do produto”, ressalta o gestor.

Dúvidas técnicas e comerciais

Apesar da alta popularidade do Tapa Fugas K11 entre boa parte dos técnicos de refrigeração do Brasil, muitos profissionais ainda têm dúvidas quanto à sua eficácia em selar os chamados microvazamentos.

De acordo com o coordenador comercial da K11, Cauê Egydio, o produto tapa furos de até 0,5 mm de diâmetro. Para calcular esse limite, os refrigeristas devem pressurizar o circuito frigorífico com nitrogênio e aguardar 15 minutos, antes de aplicá-lo. “Se o sistema perder 15 psi de pressão nesse tempo, ou seja, 1 psi por minuto, em média, o aditivo não funcionará”, orienta.

Outra dúvida frequente dos profissionais do setor é quanto à sua segurança para os sistemas de refrigeração. “Sua fórmula não contém polímeros e, portanto, não danifica os equipamentos”, diz. “Ele não reage com o oxigênio e a umidade, não entope o capilar, nem a válvula de expansão. Enfim, é uma tecnologia em conformidade com o Protocolo Ashrae 97, que atesta sua estabilidade química”, reforça.

Segundo a K11, o produto está à venda nas principais lojas de peças e acessórios de refrigeração e ar condicionado do Brasil, mas também pode ser adquirido nos sites dessas revendas. Seu preço pode variar de R$ 130 a R$ 180, dependendo do estabelecimento, do valor do frete e da forma de pagamento escolhida.

O coordernador comercial da K11, Cauê Egydio, presta suporte direto aos balconistas e clientes finais no comércio refrigerista da Alameda Glete

Reportagem publicada originalmente no Blog do Frio

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